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Mirna Christina

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sábado, 1 de setembro de 2012

A importância da vitamina D

VITAMINA D











Nós que moramos no Brasil, um país tropical e cheio de sol, acreditávamos que por aqui todos estariam com a vitamina D completamente normal, ou até “esbanjando”. Para surpresa geral, alguns estudos realizados em várias partes do país (Recife, São Paulo, interior de São Paulo e sul do Brasil) mostraram que grande parte da população sofre com a sua falta. Tal carência tem sido vista em homens e mulheres de todas as idades e crianças, sejam brancas ou negras.

Nos Estados Unidos, o problema pode ser até mais grave do que no Brasil por causa do inverno rigoroso. Com essa constatação da baixa quantidade de vitamina D nas crianças, a Sociedade Americana de Pediatria, preocupada com as consequências da falta de vitamina D na fase de crescimento e formação dos ossos, recomendou que se desse o dobro da dose até então prescrita para as crianças. O mesmo se deu em relação aos médicos clínicos, que também aumentaram a quantidade indicada para os adultos.



Por que precisamos de vitamina D?


A ação mais evidente e mais conhecida da vitamina D é sobre os ossos. Essa vitamina permite a absorção do cálcio que foi ingerido como alimento ou suplemento. Quando não temos a vitamina D em quantidade suficiente, o cálcio não é absorvido. Nosso corpo entende que não houve ingesta e, para manter a quantidade de cálcio circulando no sangue, acaba destruindo o esqueleto para liberar o cálcio que fica armazenado nele. Nos adultos essa falta pode levar ao aparecimento da osteopenia e osteoporose. Nas crianças, o cálcio não se deposita de forma adequada nos ossos, que ficam frágeis e deformados pelo peso do corpo, doença conhecida como raquitismo.

A vitamina D interfere na regulação da imunidade e no sistema neuromuscular. Ela é tão importante para nosso corpo que é produzida por ele após uma exposição mínima da pele ao sol.

Alguns estudos têm ligado a falta de vitamina D ao câncer de mama, de cólon e de próstata, a problemas cardíacos, depressão, ganho de peso e outras doenças. Ainda são necessários mais estudos para confirmar o efeito dessa suplementação na prevenção de todas essas doenças.


Como obter a vitamina D necessária?


Trinta minutos de exposição ao sol em braços, pernas ou costas, sem protetor solar, por pelo menos duas vezes por semana em geral é o suficiente para conseguir toda a vitamina D necessária. No entanto, muito sol pode expor a pele ao câncer causado pelo excesso de radiação por raios ultravioleta. Por esta razão, os dermatologistas preferem o uso de suplementos de vitamina D. Além do risco de câncer de pele aumentar, existe o envelhecimento mais precoce da pele, além da presença de manchas, incomodando bastante uma grande parcela das mulheres e homens.

A vitamina D pode ser encontrada também em alguns alimentos. Mas é surpreendente como são poucos aqueles ricos nesta vitamina. Realmente, a melhor fonte de vitamina D acaba sendo a pele, e não a boca.

Os alimentos que mais contêm vitamina D de forma natural são: salmão, peixe cavala e cogumelos expostos ao sol. Outras fontes menos ricas em vitamina D são: óleo de fígado de bacalhau, atum em lata, sardinhas em lata, leites e iogurtes enriquecidos com vitamina D, alguns queijos, fígado de boi ou de vitela e gema dos ovos.

É por esta razão que existe uma grande preocupação em enriquecer alimentos com vitamina D, para suprir a deficiência pela pouca exposição ao sol.

Em novembro de 2010, os pesquisadores do Instituto de Medicina nos Estados Unidos montaram um novo guia das necessidades de vitamina D, dependendo da idade das pessoas:

  • Crianças entre 0 e 6 meses:
    • ingesta adequada: 400 UI/dia ou 2.800 UI/semana
    • ingesta máxima segura: 1.000 UI/dia ou 7.000 UI/semana
  • Crianças entre 6 e 12 meses:
    • ingesta adequada: 400 UI/dia ou 2.800 UI/semana
    • ingesta máxima segura: 1.500 UI/dia ou 10.500 UI/semana
  • Idade entre 1 e 3 anos:
    • ingesta adequada: 600 UI/dia ou 4.200 UI/semana
    • ingesta máxima segura: 2.500 UI/dia ou 17.500 UI/semana
  • Idade entre 4 e 8 anos
    • ingesta adequada: 600 UI/dia ou 4.200UI/semana
    • ingesta máxima segura: 3.000 UI/dia ou 21.000UI/semana
  • Idade entre 9 e 70 anos:
    • ingesta adequada: 600 UI/dia ou 4.200 UI/semana
    • ingesta máxima segura: 4.000 UI/dia ou 28.000 UI/semana
  • Idade 71 anos ou mais:
    • ingesta adequada: 800 UI/dia ou 5.600 UI/semana
    • ingesta máxima segura: 4.000 UI/dia ou 28.000 UI/semana
Alguns estudiosos recomendam quantidades ainda maiores de suplementação para quem não se expõe ao sol. Existem evidências de que pessoas obesas necessitam de mais vitamina D do que pessoas magras. Mas o fato importante é que todos precisamos!
Fonte: OSTEOCLUBE

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